Trump incita iranianos a continuarem protestos: “Ajuda está a caminho”
- Internacional
- 13/01/2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incentivou iranianos a manterem os protestos contra o regime dos aiatolás no país. A declaração foi feita nesta terça-feira (13/1), em publicação na rede Truth Social.
Na mesma postagem, o presidente norte-americano afirmou ter cancelado todas as reuniões com representantes do Irã até que, segundo ele, cesse o “assassinato sem sentido” de manifestantes.
“Patriotra iranianos, continuem protestando – ocupem suas instituições. Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes pare. A ajuda está a caminho”, escreveu Trump em publicação.
Protestos
Os protestos no Irã continuam ainda nesta terça. Uma autoridade iraniana afirmou que ao menos 2 mil pessoas, incluindo membros das forças de segurança, já foram mortas nas manifestações.
A onda de protestos contra o regime dos aiatolás é considerada a maior desde 2009 e ocorre em meio à crise econômica no país.
- Protestos tomam conta do Irã desde o último dia 28 de dezembro de 2025, motivados pela crise econômica no país — atingido por fortes sanções internacionais há décadas.
- A recente onda de manifestações é a maior desde 2022, quando iranianos realizaram atos contra a morte de Mahsa Amini. A jovem foi detida por não utilizar o hijab de forma correta e acabou sendo assassinada enquanto estava sob custódia policial.
- Os protestos já duram 16 dias e foram registrados em 187 cidades iranianas.
- Segundo dados da organização com sede em Washington, coletados com base em informações de uma vasta rede de ativistas iranianos, a maioria das pessoas que morreram é civil. Do número de mortos até o momento, 505 eram manifestantes, enquanto 133 faziam parte de forças militares ou de segurança do Irã.
- A repressão contra as manifestações também já resultou na prisão de 10,7 mil pessoas.
Com o avanço das manifestações, a repressão policial se intensificou, e os atos ganharam caráter político mais explícito. Desde então, a maior exigência passou a ser a renúncia do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo desde 1989.





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