Senado da França aprova exploração de petróleo na Guiana – 29/01/2026 – Ambiente

Senado da França aprova exploração de petróleo na Guiana – 29/01/2026 – Ambiente

Invocando como exemplo a polêmica decisão do Brasil de procurar petróleo na costa do Amapá, o Senado da França aprovou nesta quinta-feira (29) a autorização para prospecção e exploração de combustíveis fósseis nos territórios franceses ultramarinos, proibida desde 2017.

Na prática, isso significará a liberação para produzir petróleo no departamento ultramarino da Guiana Francesa, que faz fronteira com o Amapá. Acredita-se que a região tenha potencial para campos petrolíferos, apesar de perfurações infrutíferas desde os anos 1970.

Foram 227 senadores a favor e 105 contra. Agora o projeto segue para a Assembleia Nacional, o equivalente francês da Câmara dos Deputados.

Embora o governo do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, de centro-direita, tenha dado parecer desfavorável ao projeto, 56 dos 59 senadores do grupo União Centrista votaram a favor. Quase todos os votos contrários vieram de partidos de esquerda, que temem danos ao meio ambiente.

Discursando no plenário contra o projeto, o ministro francês das Finanças, Roland Lescure, citou o receio de perda de credibilidade da França em futuras negociações sobre o clima.

“Como pedir, por exemplo, ao Brasil e ao Suriname que protejam suas florestas ou limitem seu desenvolvimento petrolífero, se nós voltamos atrás em nossos próprios compromissos? A França perderia seu poder de convencimento.”

O centrista Vincent Louault, relator do projeto, rechaçou o argumento do ministro.

“Que país estaria em condição de nos fazer essa crítica?”, perguntou Louault. “Vamos pegar o exemplo do Brasil. O governo autorizou perfurações exploratórias na costa do Amapá três semanas antes de organizar a COP30, em Belém.”

A tensão geopolítica atual também serviu de argumento em defesa do projeto. “EUA e China, mas também Brasil, Suriname, Guiana, Noruega, Itália, Grécia, Reino Unido e Polônia acabam de reautorizar a pesquisa e exploração de hidrocarbonetos”, alegou Louault.

A exploração de combustíveis fósseis nos territórios ultramarinos franceses é proibida por uma lei promulgada no final de 2017, em parte por influência da COP21, realizada em Paris, quando foi assinado o maior acordo climático da história. Hoje em dia, políticos da Guiana Francesa alegam que a interdição prejudica o desenvolvimento econômico da região.

Discursando em nome dos senadores ecologistas, Yannick Jadot protestou.

“Não façamos um ‘drill, baby, drill’ à francesa”, disse, em referência ao slogan pró-combustíveis fósseis “perfure, bebê, perfure”, encampado pelo presidente americano, Donald Trump. “É um contrassenso histórico, além de uma terrível confissão de impotência diante do descontrole do clima.”

Fonte Original do Artigo: redir.folha.com.br

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