MDB fala em manter neutralidade nas eleições presidenciais deste ano
- Brasil
- 13/01/2026
- No Comment
- 19
O Movimento Brasileiro Democrático (MDB) deve adotar uma posição de “neutralidade” nas eleições presidenciais deste ano. Conforme apurou o Metrópoles, o presidente da sigla, Baleia Rossi, deu o aval para que cada Estado escolha quem vai apoiar, seja candidato de esquerda, centro ou direita.
Embora Baleia desenhe algumas equações para o pleito de 2026, a escolha deverá ser feita pelos redutos eleitorais. Além da opção de se manter “neutro”, a segunda opção seria apoiar nomes ligados à centro/direita, como o governador Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS), ambos do PSD.
A terceira opção seria apoiar o pré-candidato ao Planalto pelo PL, Flávio Bolsonaro, indicado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outro recurso é ficar ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve concorrer à reeleição na tentativa de conquistar o quarto mandato.
Em 2022, o partido lançou a atual ministra do Orçamento, Simone Tebet, para a Presidência. Com a derrota, no entanto, foi liberado para que cada região apoiasse um candidato no segundo turno. A emedebista ficou ao lado do presidente Lula e conseguiu ganhar um ministério na Esplanada.
Futuro de Tebet ainda é uma incógnita
- Lula batalha para emplacar um nome para concorrer ao governo de São Paulo (SP) contra Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). O Estado é o maior colégios eleitorais do país. Seria conveniente para Lula ter um nome governista ao seu lado.
- Tebet seria uma opção, diante da resistência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), de concorrer tanto ao governo como ao Senado;
- A ex-senadora é do reduto de Mato Grosso do Sul (MS), por onde pretendia concorrer a uma vaga na Casa Alta;
- No entanto, o presidente Lula deve ter conversas com a emedebista nos próximos dias para entender os planos da atual ministra.
Atualmente, o MDB conta com 10 senadores e 19 deputados.
É de interesse do Planalto aumentar o número de parlamentares do MDB, caso o partido caminhe ao lado de Lula no próximo pleito. Atualmente, a sigla vota em favor de projetos do governo enviados ao Congresso.
O entorno da ministra já demonstrou que gostaria que ela concorresse pelo Mato Grosso do Sul, para ampliar a base governista no Congresso.
Aposta do PT está em Haddad
Como mostrou o Metrópoles, cúpula dura do Partido dos Trabalhadores (PT) defende que Haddad concorra ao governo de SP ou ao Senado, também pelo estado paulista.
O problema, no entanto, é que o próprio petista resiste a se candidatar a qualquer cargo, uma vez que quer ficar responsável pela coordenação da campanha do presidente Lula para um quarto mandato.
Na visão de petistas, o único cenário em Haddad concorra ao governo do SP seria se Tarcísio anunciasse a candidatura para a Presidência da República. Até o momento, o aliado de Bolsonaro sinalizou que não pretende concorrer ao Planalto.





Online Agora : 1
Seu IP : 18.97.14.89