IA e tensões políticas realçam papel da educação midiática – 08/01/2026 – Educação
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- 10/01/2026
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As notícias dos primeiros dias de 2026 parecem dar o tom de um ano que já prometia ser, no mínimo, intenso, com eleições nacionais e Copa do Mundo à vista. A operação militar do governo Donald Trump que atacou a Venezuela e capturou Nicolás Maduro elevou os níveis mundiais de tensão política e econômica, além de provocar uma avalanche de opiniões, comentários e análises, de especialistas e leigos, nas mais diversas plataformas de mídia.
Em um cenário informacional já complexo em que o avanço da inteligência artificial generativa confunde cada vez mais a nossa percepção de realidade, misturando fatos, criando narrativas e inflamando crenças, que desafios o novo ano traz na área da educação digital e midiática? Listamos alguns deles abaixo.
Conflitos internacionais
A tensão na Venezuela e as ameaças a outros países que o governo estadunidense vem fazendo desde o ano passado também escalam o volume de desinformação de cunho político-ideológico nas redes. Interpretar notícias e artigos, bem como memes e vídeos virais sobre esses temas, torna-se cada vez mais importante. Da mesma forma, o letramento algorítmico emerge como uma competência urgente, para que consigamos compreender minimamente por que certos conteúdos ganham mais destaque e visibilidade nas plataformas.
Eleições
Não é mais novidade que a virulência do cenário político-partidário no Brasil vem se agravando na última década. Dito isso, o pleito eleitoral de 2026 não deve ser diferente: ataques às instituições democráticas e candidatos(as); ondas de desinformação política e discursos de ódio; novas tecnologias usadas em prol do caos eleitoral, entre outros elementos, devem compor novamente o panorama deste ano.
IA generativa
Do debate sobre a regulação e o uso ético dessas ferramentas no trabalho, nas artes e na educação, passando pelos custos ambientais e impactos na nossa cognição e capacidade criativa, o desenvolvimento da inteligência artificial segue sendo uma das principais questões dessa década. Educar crianças e jovens para esse contexto é primordial.
Ameaças à liberdade de imprensa
Em 2025, diversos relatórios apontaram um recrudescimento global das violações ao trabalho de jornalistas. Um documento do Institute for Democracy and Electoral Assistance (Idea), localizado em Estocolmo, Suécia, por exemplo, mostrou que a democracia regrediu em 94 países nos últimos 5 anos. Em ano eleitoral, atentados e agressões a profissionais de imprensa tendem a aumentar, o que deve redobrar a atenção do poder público, empresas de comunicação, entidades de classe, organizações do terceiro setor e e da sociedade em geral, reforçando a importância de uma educação comprometida com o fortalecimento do jornalismo independente.
Implementação de normas curriculares
Aprovadas no ano passado, as Diretrizes Operacionais Nacionais sobre a integração da educação digital e midiática aos currículos escolares devem se tornar realidade nas escolas brasileiras a partir deste ano letivo, o que exige esforço coletivo de municípios, estados e União em ações que apoiem redes de ensino, gestores escolares e educadores. Vale ressaltar também que o debate em torno do Plano Nacional de Educação (PNE), agora no Senado, merece ser acompanhado de perto em termos de propostas sobre educação digital e midiática.
ECA Digital
Eem 2025, também houve a aprovação do PL 2628/22, o “ECA Digital”, que contou com ampla cobertura da imprensa por conta de uma denúncia feita pelo influenciador Felca em agosto. Agora, é momento de não descuidarmos do tema e tornar a lei conhecida por famílias e escolas, por meio de campanhas de comunicação e materiais educativos de divulgação.





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