Canetas emagrecedoras: uso sem acompanhamento médico traz riscos à saúde

Canetas emagrecedoras: uso sem acompanhamento médico traz riscos à saúde

  • Goiás
  • 10/01/2026
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Uso Perigoso

Cardiologista alerta que, sem avaliação médica, canetas emagrecedoras podem oferecer riscos à vida.

Foto: FreePik

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Esthefany Araújo

Promessas de emagrecimento rápido, corpos considerados “perfeitos” nas redes sociais e facilidade de compra pela internet têm impulsionado o uso das chamadas canetas emagrecedoras em todo o Brasil. No entanto, especialistas alertam que o consumo desses medicamentos sem prescrição e acompanhamento médico pode trazer riscos graves à saúde (vídeo no fim da matéria).

No final do ano passado, uma mulher de 31 anos morreu na Paraíba após usar uma dessas canetas sem orientação médica. Jéssica Manoele da Costa morava na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo a família, ela passou mal e desmaiou após aplicar o medicamento. A perícia apontou que a vítima sofreu uma queda acentuada de glicemia, o que levou ao desmaio. Em seguida, houve broncoaspiração — quando líquidos ou alimentos entram nas vias respiratórias — provocando sufocamento e levando ao óbito.

Jéssica Manoele da Costa – morreu após o uso de caneta emagrecedora

O caso acendeu um alerta também em Goiás. A Santa Casa de Misericórdia de Goiânia reforçou os riscos do uso indiscriminado desses medicamentos, principalmente para o sistema cardiovascular. De acordo com especialistas, os efeitos podem ser ainda mais perigosos em pessoas que já possuem doenças no coração, muitas vezes sem diagnóstico.

A cardiologista Caroline Consuelo, da Santa Casa, explica que as canetas emagrecedoras têm indicação médica e podem trazer bons resultados, desde que usadas da forma correta. “É um medicamento muito bom, com benefícios comprovados, mas que precisa, obrigatoriamente, de acompanhamento médico. Não é uma medicação para ser usada por conta própria”, destaca.

Cardiologista Caroline Consuelo

Segundo a médica, o uso sem avaliação pode provocar aumento da frequência cardíaca, piora de arritmias e outros efeitos cardiovasculares. “Quando o paciente não passa por uma consulta, não faz exames e não tem acompanhamento, o risco aumenta muito, principalmente em quem já tem algum problema cardíaco e não sabe”, alerta Caroline Consuelo.

A orientação dos especialistas é clara: o emagrecimento seguro passa por avaliação clínica, indicação correta do medicamento e acompanhamento contínuo. O uso por conta própria, influenciado por redes sociais e promessas rápidas, pode ter consequências graves e até fatais.



Fonte Original do Artigo: www.maisgoias.com.br

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