Ataques israelenses matam 18 pessoas em Gaza – 04/02/2026 – Mundo
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- 04/02/2026
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Bombardeios e ataques aéreos de Israel mataram ao menos 18 pessoas, incluindo quatro crianças, em Gaza nesta quarta-feira (4), segundo autoridades de saúde que atuam sob o controle do grupo terrorista Hamas.
Palestinos denunciam que Tel Aviv também teria interrompido a travessia por Rafah, a única via de entrada e saída do território sem ser por Israel. A agência israelense que controla o acesso a Gaza, Cogat, afirmou em um comunicado que a passagem permanecia aberta, mas que não havia recebido os detalhes de coordenação necessários da OMS (Organização Mundial da Saúde) para a travessia.
Procurado pela Reuters, o órgão não respondeu, até a publicação deste texto, a um pedido de comentário.
O Exército israelense disse que tanques dispararam contra Gaza e ataques aéreos foram lançados depois que um atirador disparou contra soldados israelenses e feriu gravemente um reservista.
A ofensiva atingiu a Cidade de Gaza e Khan Yunis, no sul do território. Em paralelo, um funcionário de saúde de Gaza disse à Reuters que Israel interrompeu a passagem de pacientes pela passagem de fronteira de Rafah para o Egito, dois dias após sua reabertura.
Um porta-voz do Crescente Vermelho narrou que pacientes haviam chegado a um hospital em Khan Yunis em preparação para cruzar a travessia para tratamento médico, apenas para serem informados de que Israel havia adiado as evacuações.
“Eles ligaram para os pacientes e disseram que hoje não há viagem alguma, a passagem está fechada”, disse Raja’a Abu Teir, uma palestina que estava pronta para ser transportada.
Localizada no extremo sul de Gaza, Rafah abrigava cerca de 250 mil habitantes antes de ser destruída por Israel. As autoridades israelenses assumiram o controle da passagem em maio de 2024, cerca de sete meses após o início da guerra. Durante o conflito, o local permaneceu quase sempre fechado, com exceção de um breve período durante uma trégua anterior, no início de 2025.
A reabertura é um dos principais passos da segunda etapa do plano de paz proposto pelos EUA e países muçulmanos da região, cuja primeira fase começou com o cessar-fogo de outubro do ano passado e foi finalizada com o retorno do corpo de Ran Gvili, o último refém que restava em Gaza.
Segundo relatos de médicos feitos à Reuters, 16 pacientes de Gaza e 40 de seus acompanhantes cruzaram para o Egito na terça-feira (3). Já um membro do do Hamas afirmou que pelo menos 40 pessoas atravessaram a passagem.
Questões-chave como a retirada das forças israelenses de mais de 50% de Gaza que atualmente ocupam e o desarmamento do Hamas permanecem não resolvidas, enquanto o frágil cessar-fogo tem sido marcado por violência quase diária.
Desde o início do cessar-fogo, os ataques israelenses mataram ao menos 530 pessoas, a maioria civis, de acordo com funcionários de saúde de Gaza. Palestinos mataram quatro soldados israelenses no mesmo período, segundo autoridades israelenses.
A ofensiva de dois anos de Israel na Faixa de Gaza matou mais de 71 mil palestinos, de acordo com autoridades de Gaza, deslocou a maior parte de sua população e deixou grande parte da faixa em ruínas.
O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra, matou cerca de 1.200 pessoas em Israel, segundo contagens do país.






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