Apple registra receita recorde de US$ 144 bilhões – 29/01/2026 – Economia

Apple registra receita recorde de US$ 144 bilhões – 29/01/2026 – Economia

A Apple registrou um trimestre excepcional de vendas de iPhones no fim do ano passado, com as compras de fim de ano e a recuperação do mercado chinês ajudando a empresa a superar expectativas já ambiciosas e alcançar uma receita recorde de US$ 144 bilhões.

Um lançamento forte do iPhone 17 elevou a receita com smartphones em 23% na comparação anual nos três meses até o fim de dezembro, informou a Apple nesta quinta-feira (29) —o que levou o crescimento da receita total a 16%, bem acima da projeção da própria companhia, de 10% a 12%.

O gigante dos smartphones afirmou que as vendas no estratégico mercado chinês saltaram 38% em relação ao ano anterior e reportou lucro líquido de US$ 42 bilhões no trimestre, também muito acima das expectativas.

O CEO Tim Cook classificou o período como “um trimestre notável, de recordes”, impulsionado por uma “demanda sem precedentes” pelo iPhone, com máximas históricas em todas as regiões do mundo.

O bom desempenho nas vendas de hardware e um impacto relativamente limitado das tarifas dos Estados Unidos reforçaram os resultados da empresa e ajudaram a reduzir a ansiedade em torno de sua estratégia em inteligência artificial, marcada por tropeços iniciais e pela perda de talentos para concorrentes.

As ações da empresa acumulam alta de 22% nos últimos seis meses antes da divulgação dos resultados, superando o índice Nasdaq Composite.

O diretor financeiro Kevan Parekh afirmou que consumidores chineses aderiram em massa ao iPhone 17, estimulando tanto a troca de modelos antigos quanto a migração de usuários vindos de marcas rivais.

“Isso se resume, em grande parte, à recepção da linha de produtos… a família iPhone 17 despertou um enorme entusiasmo, e esse é realmente o principal motor do desempenho”, disse.

A volta ao crescimento na China ocorre após dois anos de vendas irregulares, período em que a Apple enfrentou forte concorrência de fabricantes locais, como a Huawei, além de restrições impostas pelo governo ao uso de seus dispositivos.

A fabricante de Macs tem adotado uma postura mais cautelosa em relação à IA, enquanto outras big techs investem centenas de bilhões de dólares em modelos, chips e data centers.

Neste mês, a Apple anunciou um acordo para usar os modelos Gemini, do Google, em recursos do iPhone e para aprimorar a assistente de voz Siri, além da parceria já existente com a OpenAI.

Mais cedo nesta quinta, a empresa revelou a aquisição da startup israelense Q.AI, que desenvolveu uma tecnologia capaz de analisar expressões faciais para interpretar a chamada “fala silenciosa”, como parte de sua estratégia para competir no emergente mercado de dispositivos vestíveis com IA.

Segundo o Financial Times, o negócio avaliou a startup em cerca de US$ 2 bilhões, tornando-se uma das maiores aquisições da história da Apple.

A companhia deve enfrentar aumento de custos ao longo do próximo ano devido à escassez global de chips de memória, provocada pela forte demanda de novos data centers voltados à inteligência artificial.

Parekh informou que a margem bruta da Apple no trimestre foi de 48,2%, acima da expectativa do mercado, de 47,5%.

A receita com serviços atingiu um recorde de US$ 30 bilhões, impulsionada pela divisão de alta margem que inclui App Store, Apple Pay e iCloud, mantendo uma trajetória recente de crescimento sólido.

Fonte Original do Artigo: redir.folha.com.br

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