Aos 50, Ricardo Tozzi declara sobre nova fase: ‘A vida estava me pedindo para sair do piloto automático’

Aos 50, Ricardo Tozzi declara sobre nova fase: ‘A vida estava me pedindo para sair do piloto automático’

Aos 50 anos, Ricardo Tozzi atravessa uma fase que ele próprio define como alinhamento entre propósito e trajetória. Longe de enxergar a nova década como ruptura, o artista prefere tratá-la como consequência de uma vida guiada por reflexão.

Em exclusivo à CARAS Brasil, Ricardo Tozzi revela sobre a carreira, revisita o período em que começou a questionar a intensidade de uma rotina marcada por sucessivos trabalhos na televisão e confessa ao falar da chegada dos 50 anos.

“Fui muito impactado por uma frase quando tinha 19 anos. Eu lia bastante, e, lendo a obra atribuída a Sócrates, uma frase me marcou profundamente: ‘Uma vida não refletida não vale a pena ser vivida.’ Isso nunca mais me abandonou. Virou um hábito. Talvez por isso eu tenha feito, ao longo da vida, escolhas que muitas vezes pareceram improváveis. Eu tinha uma carreira consolidada e bem-sucedida como executivo até os 30 anos e, aos 30, resolvi largar tudo para fazer teatro. Ninguém entendeu, ninguém apoiou, mas foi uma escolha minha”, declara.

Ricardo Tozzi – Foto: Divulgação

Terapia em riso

Uma das comédias de maior sucesso do teatro brasileiro e vista por mais de 1 milhão de pessoas em todo o país, TOC TOC está de volta aos palcos de São Paulo, no Teatro UOL, Shopping Pátio Higienópolis. Ricardo integra o elenco da peça e não poupa palavras ao falar deste projeto na carreira.

“Acho que as pessoas levam aceitação, leveza e levam para casa a mensagem de que todos nós temos as nossas questões. E se a gente se unir e olhar para tudo de uma forma mais ampla, com um olhar mais de cima, conseguimos ter mais gratidão, sem julgar a dificuldade do outro. É uma peça que fala muito sobre aceitação, e eu acho que o público sai com essa mensagem”, revela o ator.

Ricardo Tozzi - Foto: Divulgação
Ricardo Tozzi – Foto: Divulgação

Abaixo, confira trechos editados da entrevista de Ricardo Tozzi à CARAS Brasil.


O que a chegada dos 50 anos representou em sua vida?

– Aos 50 anos, sem dúvida alguma, a gente chega a um ponto importante de análise e reflexão. Mas, para mim, não foi uma grande ruptura ou mudança radical. Isso porque, ao longo da minha vida inteira, se tem uma coisa que eu sempre busquei foi refletir.

E na trajetória artística?

– Construí uma carreira muito bem-sucedida como ator, que sigo tendo até hoje, graças a Deus. No início, muito ligada à televisão. Mas lá pelos meus 42 anos, senti a necessidade de ressignificar tudo isso. A vida estava me pedindo para sair do piloto automático, para não perder o propósito de fazer as coisas e não simplesmente fazer por fazer.

Alguma mudança na carreira?

– Hoje, aos 50, estou num lugar muito confortável. Faço o que gosto, o que faz sentido para mim, equilibrando vários “pratinhos”: voltar a empreender, atuar como empresário-empreendedor em projetos que realmente me movem, e ressignificar a atuação, que é a coisa que eu mais amo fazer na vida. Estar no palco, para mim, é espiritual. É um privilégio, é uma missão. Tudo isso me deixa muito confortável com as minhas escolhas, às vezes improváveis, sim, mas absolutamente coerentes comigo.

Como definiria este período?

– Acho que a grande questão é deixar de seguir a boiada e parar de escolher por convenção. Escolher pelo coração. E, para isso, é necessário um trabalho constante de autoconhecimento: descobrir quem você é, do que você gosta, o que você está fazendo aqui, o que realmente faz sentido. Esse é o grande trabalho da vida. E, quando isso acontece, todo o resto se alinha. Então, assim, 50 anos muito bem vividos: confortável, feliz, amando o que faço e, acima de tudo, em paz.

O que te motivou a participar de TOC TOC?

– Porque sou apaixonado por esse espetáculo. É uma peça que começou na França, mas hoje está no mundo todo. Eu acho que o grande trunfo dela é trazer leveza e fazer rir a partir de um tema que, para muitas pessoas, é delicado: os transtornos.

Qual a importância de debater estes temas nos palcos? 

 – São pessoas que acabam sendo rejeitadas socialmente por terem algum transtorno. E é justamente por isso que eu acho que essa peça abraça todo mundo, acolhe todo mundo. Eles esquecem as diferenças e, juntos, num movimento de amor, tentam resolver a vida uns dos outros.

Como definiria TOC TOC?

– Eu acho o espetáculo muito bonito. Ele comunica, ele entretém, ele faz rir, mas fala de coisas sérias.

O que espera para 2026? Quais projetos pretende priorizar?

– Depois dos 42 anos, eu senti a necessidade de me afastar um pouco para olhar tudo com uma visão mais macro, que é algo que eu costumo fazer. Saí daquele piloto automático de estar fazendo uma coisa atrás da outra durante 15 anos. Foram 12 novelas, algo muito impactante, de muita entrega. E eu fui muito feliz, muito mesmo. Foi um período incrível, mas chega um momento em que não dá pra seguir vivendo naquela intensidade pra sempre.


Leia também: Ricardo Tozzi celebra 20 anos de carreira como ator nos palcos: ‘Faria tudo exatamente igual’

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Felipe França

Felipe França é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero (FCL). É repórter de pautas especiais do Grupo Perfil. Tem passagens pela Coluna Flávio Ricco, no R7, e pela TV Gazeta. Possui paixão pelo universo da televisão, novelas e celebridades. Gosta da arte de ouvir histórias e pessoas.



Fonte Original do Artigo: caras.com.br

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