A morte do inventor do feijão-carioca – 08/01/2026 – Cozinha Bruta

A morte do inventor do feijão-carioca – 08/01/2026 – Cozinha Bruta

Aposto que eu não era o único a ter esta dúvida: se os cariocas comem feijão-preto, por que o feijão-carioca é marrom? Nunca pesquisei a sério porque pensava que se tratasse, como sói ocorrer na gastronomia, de uma pergunta sem resposta. A origem de receitas costuma se perder na tradição oral.

Não no caso do feijão-carioca, que corresponde a dois terços de todo o feijão consumido no Brasil. Sua história é muito bem documentada, até por ser bastante recente. Soube disso quando recebi a notícia da morte do homem que o criou.

O “inventor” foi o engenheiro agrônomo Luiz D’Artagnan de Almeida, que morreu aos 84 anos no último dia 2. D’Artagnan foi o responsável pela equipe que desenvolveu a variedade de feijão no IAC (Instituto Agronômico) e a lançou no ano de 1969.

Segundo o pesquisador Alisson Chiorato, que trabalha com melhoramento genético de feijão no IAC, o carioca fez um enorme sucesso por uma série de razões.

Os feijoeiros produziam mais e eram mais resistentes a pragas do que as variedades predominantes na época; os grãos cozinhavam mais rápido; o feijão fazia um bom caldo e era muito saboroso.

E também porque o time do professor D’Artagnan se empenhou em divulgar a novidade para os agricultores paulistas. Isso porque o carioca não emplacou em outros países. Quando a produção excede a demanda, não há como exportar o encalhe.

Faltou explicar o nome, né? Alisson Chiorato diz que as listras do feijão-carioca (ele é rajadinho) se assemelham ao padrão de pelagem de uma raça de porco caipira —chamada, é claro, carioca. E por que raios o porco é carioca? Isso fica para discutir na mesa do bar, porque o Alisson não soube dizer.

Dificuldade: média
Tempo de preparo: 2 horas
Rendimento: 4 a 6 porções
Ingredientes

  • 500 g de feijão-carioca
  • 100 g de bacon em pedaços médios
  • 200 g de linguiça fresca
  • 6 ripas de costela de porco
  • 6 dentes de alho picados
  • 2 cebolas médias picadas
  • 1 lata de tomates pelados
  • 3 folhas de louro
  • 1 colher (sopa) de cominho
  • 1 colher (sopa) de colorau
  • 1 cenoura em pedaços grandes
  • 1 batata em pedaços grandes
  • Sal a gosto

Preparo

  • Deixe o feijão de molho na noite anterior
  • Numa panela grande, frite o bacon na própria gordura. Doure a linguiça e a costelinha. Reserve as carnes
  • Na mesma panela, refogue o alho e a cebola. Junte o tomate, o louro, o cominho e o colorau. Cozinhe até obter um molho espesso
  • Devolva as carnes à panela. Junte o feijão e os legumes e cubra com água fervente. Cozinhe até o feijão e a batata ficarem macios, adicionando água sempre que necessário para obter um caldo consistente. Ajuste o sal e sirva com arroz

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Fonte Original do Artigo: redir.folha.com.br

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